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Um crime sem vítima e o futuro dos jovens

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O que os jovens fazem quando não tem perspectiva e precisam de uma fonte de renda? Essa é fácil, qualquer um que já passou por dificuldades já pensou em entrar pro tráfico. A idéia de dinheiro fácil e a certeza da impunidade abre as portas para jovens e crianças entrarem nesse submundo perverso, além é claro, do fato de chefes do tráfico utilizarem essa mão de obra mais barata e com menos riscos envolvidos.

O que nós, libertários e alguns tipos de liberais, podemos fazer ou propor para mudar essa situação e resolver o problema dos jovens?

Devemos entender o contexto das situações e das ocorrências de fatos violentos.

A venda, distribuição e porte de drogas é proibida em todo o território nacional, mas como todos sabemos, se tem demanda sempre haverá oferta e as leis da economia não irão se curvar diante da vontade de burocratas, assim como as leis da física não se dobram a nossa vontade.

O fato dessa proibição existir concentra o comércio dessas substâncias em periferias e lugares menos assistidos pelo braço do estado, e na mãos de indivíduos criminosos e sem intenção de respeitar o direito de outros indivíduos, por consequência expõe a população dessas localidades a esse mundo.

As pessoas dessas áreas já são vulneráveis, sem instrução e com piores condições econômicas, o que aumenta sua propensão a entrarem para o mundo do crime, principalmente os mais jovens.

Na maioria dos casos a primeira vez que um jovem passa pelas mãos das forças de coerção do estado é pelo tráfico e posteriormente se mantém através da sensação de impunidade, e essa mesma sensação infla e pode leva-los a cometer crimes reais.

Você pode estar se perguntando: Os criminosos sempre irão buscar essas regiões para se estabelecer, mesmo com a descriminalização das drogas. A resposta é lógica, SIM, mas um crime sem vitima muitas vezes é a porta de entrada para esse mundo, a descriminalização não é a solução absoluta, apenas um meio de reduzir o acesso simplificado ao mundo da criminalidade.

Vários outros fatores mantém os criminosos próximos as esses lugares: falta de propriedade privada, ensino sistematizado e precário, vontade de empreender impossibilitada pela burocracia estatal, etc.

Os criminosos se refugiam em meio a essa população por saber de sua fragilidade e se aproveitam disso, já vemos até alguns desses criminosos criando estados paralelos, cobrando impostos e fazendo protecionismo em relação a demandas da população, como gás e internet, por exemplo.

Como vamos tirar os jovens desse mundo?

Primeiramente, eliminando uma porta de entrada pro crime, descriminalizando as drogas. Depois levando liberdade até essas pessoas, vemos centenas de casos de indivíduos que sairam de regiões assim e conquistaram uma vida melhor, precisamos fazer com que seja mais fácil conseguir isso.

Os jovens, cada vez mais, são proibidos de trabalhar, por não terem idade e a liberdade pode ajudar. Estes não tem acesso a informação e a tecnologia, porque os cartéis e impostos estatais elecam o custo desses bens.

Indivíduos de favelas e áreas invadidas, muitas vezes, não tem acesso a uma instituição financeira por não terem um comprovante de residência.

O que estado faz?

Usa essas pessoas, mantém elas em uma situação no qual faz passar uma imagem que sua existência ser necessária.

O que pessoas comuns fazem?

Cada vez mais existem projetos para afastar crianças/adolescentes de áreas de hostilidade, através do esporte, da cultura e da dança.

Muitas vezes nós, ditos amantes da liberdade, fechamos nossos olhos pra essas situações.

Deixo aqui um questionamento sobre nosso movimento, porque ao invés de ficarmos discutindo liberdade com socialistas, acadêmicos e figuras caricatas do governo, porque não fazemos algo pela liberdade dessas pessoas?