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O abismo entre o ambiente acadêmico e o mercado de trabalho

mercado tende a valorizar pessoas com experiência de mercado do que acadêmicos

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Geralmente após a conclusão do ensino médio/faculdade passamos a olhar para o mercado de trabalho, pegamos o pouco conhecimento que aprendemos nas instituições de ensino, vamos trabalhar ou especializamos em busca de obter salários maiores. Entretanto, ao sair da escola/faculdade não entendemos muito sobre o mercado, são as raras exceções de pessoas que ajudam pais na empresa da família ou já trabalham.

Quando se busca uma especialização seja um curso de graduação, tecnólogo, técnico, se busca a valorização do seu serviço, na visão dos contratantes os custos que terão que arcar para obter sua mão de obra. Portanto, é melhor pagar por alguém menos qualificado que faça o mesmo pelo fato do custo menor, assim como você faria o mesmo na posição dele, se analisam pelo preço do serviço e formação.

Uma especialização custa tempo e às vezes dinheiro. Antigamente só era possível ter acesso através de livros, os que tinham conhecimento mais específico eram encontrados apenas em bibliotecas universitárias. Porém, com a internet temos acesso a tanto conhecimento por valores menores que uma faculdade. Por exemplo, no YouTube é possível encontrar quase uma infinidade de conteúdos, estudar por videoaulas e em alguns minutos aprenderem um conteúdo no qual o professor levaria horas.

Vale ressaltar que em muitos cursos de graduação ou até mesmo no ensino médio aprendemos sobre diversas áreas que provavelmente não vai agregar em nada. Todavia, existe a ideia de que todo conhecimento é válido, sim, mas não sinônimo de todo conhecimento a mais significa mais produção.

Quanto um empregador te pagaria por esse conhecimento a mais?

Academia e mercado são ambientes diferentes, sempre há um choque quando se entra no mercado, buscar pessoas que já estão acostumadas com essa dinâmica é melhor que contratar alguém que não está habituado, por isso às vezes fazer um mestrado ou doutorado pode custar seu sucesso na iniciativa privada. Enquanto outros candidatos a vaga passaram esses anos se habituando a essa dinâmica além de que esse conhecimento a mais muitas vezes não terá a recompensa justa a quantidade de tempo usada para sua obtenção, não à-toa pessoas com tais especializações pretendem ficar na área acadêmica.

Em muitas áreas como na da tecnologia empresas já não se importam com a formação acadêmica, nem sequer uma mera graduação, pois na área de software quase todo conteúdo pode ser obtido pela Internet, isso tem sido tomado como exemplo para outras áreas, de fato tende a ser o futuro no qual de fato podemos ir atrás do que nos interessa sem a necessidade de aprender coisas que podem não ser úteis para a futura profissão.