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Desobediência Civil: Um caminho para a liberdade

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O que você fez pela liberdade hoje?

Gostaria que refletisse sobre este questionamento antes de continuar a leitura e deixasse de lado suas contribuições (mesmo que muito válidas) que foram realizadas do seu computador, do conforto da sua casa ou que alcançaram somente pessoas que pensam igual a você.

Nós dos movimentos pró liberdade comumente dizemos que “amamos a liberdade alheia”, mas vejo muitos de nós tomados pelo medo e inertes diante do crescimento da violência estatal. Eu entendo que o medo nos leva a agir em interesse próprio e muitas vezes (mesmo inconscientemente) abrir mão da nossa liberdade ou da liberdade de outros por um pouco que seja, de uma falsa sensação de segurança.

Existem pessoas lutando por sua liberdade e pela liberdade dos outros, ainda são poucos, mas espero que suas atitudes nos sirvam de exemplo e cada vez mais pessoas encontrem na desobediência civil uma causa pela qual lutar.

Um grande exemplo recente, pouco noticiado, foi o da proprietária de um salão de beleza nos EUA que passou alguns dias presa, após se recusar a fechar sua empresa por determinação do governo local, durante o julgamento ela ainda se recusou a pedir desculpas e não se disse arrependida, pois tanto ela quanto suas funcionárias dependiam da renda para manterem suas famílias. Por sorte a decisão foi revertida, ela liberada da prisão e manteve seu estabelecimento aberto.

Outro caso é o dos dois vigilantes que ficaram no shopping do Texas, novamente nos Estados Unidos, para garantir o direito das empresas de abrirem.

Um caso de maior repercussão, foi o caso de Elon Musk que após ameaçar tirar a fábrica da Tesla do estado da Califórnia, reabriu sua planta fabril e voltou com sua operação, não permitindo o retorno de pessoas do dito “grupo de risco” e desobrigando quem estivesse com medo de retornar ao trabalho, e quando questionado sobre sua decisão disse que se o estado quisesse prender alguém, que fosse ele.

Talvez o que melhor representa o contraponto da agressão estatal certamente foi o caso do protesto em Michigan, onde dezenas de indivíduos fortemente armados entraram em uma votação sobre o lockdown e sem ameaça ou uso de força reverteram a votação em favor da liberdade.

Você pode estar se perguntando, mas e no Brasil? Aqui temos um povo, em sua maioria, acovardado e descrente de seu poder, mas mesmo com medo e sem uma intenção direta estão promovendo um desrespeito às medidas autoritárias de alguns governadores e prefeitos simplesmente voltando a trabalhar.

O medo dos governantes diante dessa crescente marcha em direção a restrição das liberdades individuais pode se tornar um gatilho para decisões ainda mais autoritárias e isso deve ser tratado como qualquer outra agressão, deve ser combatida de forma veemente por qualquer verdadeiro defensor da liberdade.

Não estou, em momento algum, defendendo que peguemos em armas para combater o estado, até porque o monopólio das armas ainda é do estado (e claro, nós ainda não teríamos chance), mas cada pequeno ato de desrespeito às normas estatais podem motivar e influenciar diretamente outras pessoas, que podem estar se imaginando sozinhas em suas convicções e assim fazer florescer um pouco de liberdade em meio a todo esse autoritarismo que beira 1984 de Orwell em alguns lugares do nosso país.

Diante de um cenário como esse onde a imprensa só dissemina medo, desinformação e disputas de poder entre os governantes o que nos resta é ficarmos alertas e buscar conhecimento de fontes descentralizadas.

Para os que estão com medo, só posso pedir que busquem se proteger de maneira adequada e questione sempre a versão do estado, pois seu objetivo principal é te manter sob controle.

Várias perguntas devem estar surgindo em sua cabeça, não serei arrogante em tentar responder todas, e nem poderia, pois, como disse Hayek:

“o conhecimento está disperso na sociedade”

Isso não se restringe apenas às informações econômicas de forma alguma!

Por último, muitos (liberais) podem estar criticando tais ações e dizendo que as coisas devem ser feitas através de uma forma legal (Legalistas), a esses nada posso acrescentar, apenas pedir que se chegarem a uma posição de poder, façam escolhas diferentes dos governantes atuais.

Aos que concordam em partes, mas ainda têm receio, recomendo fortemente a leitura dos livros: “Anatomia do estado” de Murray Newton Rothbard e “Desobediência Civil” de Henry David Thoreau.