Início » Blog » Crise da COVID-19: o interesse político por trás da infecção

Crise da COVID-19: o interesse político por trás da infecção

INTRODUÇÃO

O Brasil passa pela maior crise sanitária de toda a sua história, que dará origem a uma crise econômica sem precedentes. O número de mortos por causa do novo coronavírus já passa da casa dos 50 e casos confirmados já extrapolam o número de 2.400. Enquanto sobem os números, os políticos tentam fazer do estado de calamidade um prato cheio para suas campanhas de 2020 e 2022. No meio desse polarizado cabo de guerra, está uma população presa no picadeiro enquanto todo o circo pega fogo.

Image for post
Imagem extraída do site “Sanarmed”

IMPRENSA, INTERVENÇÕES ESTATAIS e MERCADO

O serviço de imprensa no Brasil pede medidas urgentes, branda por intervenção estatal e auxílio econômico por parte do governo federal aos mais pobres, membros do Executivo e Legislativo de todos os níveis de poder e de todos os partidos se posicionam e tomam lado nessa guerra política, exigindo seriedade, responsabilidade e medidas do Presidente. Uma parcela da sociedade defende a retomada aos serviços para que a economia não pare, a outra grita para que as pessoas fiquem em casa por causa do perigo real.

Muita coisa está sendo falada e discutida no meio da crise, porém ninguém se refere aos beneficiados pelo avanço da infecção entre as pessoas, principalmente entre os mais vulneráveis. E a sociedade brasileira está extremamente polarizada. Cada pessoa quer chegar ou colocar alguém no poder independentemente de quem tenha que ser sacrificado para isso.

Quando a necessidade de um Estado máximo toma conta da vida das pessoas, elas costumam clamar por medidas antiéticas, que afrontam direitos individuais, entre os quais a liberdade. Nas últimas semanas as reivindicações das pessoas vítimas do Estado e da crença de que será ele o salvador da humanidade se resumiam a pedir o cerceamento de direitos, tais como: do livre comércio; da livre competição; do ir e vir e da incolumidade física.

O Estado implantou de forma eficaz a ideia de que somente ele é capaz de solucionar problemas de grandes dimensões, sem lembrar às pessoas que ele é o causador de problemas ainda maiores. Contudo, à frente do Estado estão pessoas e pessoas têm suas ideologias, as quais quase sempre, somadas ao monopólio da força que o Estado detém, causam danos à liberdade individual.

No cenário causado pela COVID-19, muitas pessoas, inclusive com o apoio de grupos de notícias, clamam para que intervenções estatais sejam levadas a cabo, sem lembrar do custo daquilo que não se vê. Por trás de tudo, existem pessoas que sairão beneficiadas; tais pessoas são aquelas que estão ou querem estar à frente do governo.

O Presidente tenta salvar sua garganta, manter a chama do sonho da reeleição acesa, ataca alguns e é atacado por todos. Ao passo que muitos outros políticos, preocupados com suas reeleições ou ascensão ao cargo de Presidente, usam a eloquência que falta ao atual para garimparem o cargo máximo do Executivo.

Que na vida política não há tanta ética não é surpresa. Na tentativa de desenharem cada tropeço do governo como um crime, a maioria dos políticos do país cega seus seguidores, impedindo-os de enxergarem que juntos os críticos têm tanto ou até mais poder político, e mediante o uso do Poder Legislativo detêm a capacidade de votarem medidas economicamente viáveis que ajudem no combate à COVID-19.

Medidas como a destinação do Fundo Partidário e Fundo Eleitoral, que juntos somam R$3 bilhões; o corte de privilégios dos Três Poderes; redução de altos salários; revogação de regulações inúteis (como aquelas suspensas por meio da RDC nº 347/2020), causariam impacto imediato e muito mais eficaz do que a criação de qualquer fundo com dinheiro público.

Diante da busca do poder pelo poder, algumas empresas privadas fazem o que nenhum ente estatal tem a coragem e capacidade de fazer, e encontram soluções para as necessidades da população prejudicada.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Em caráter conclusivo, os políticos que estão se mantendo inertes para criar medidas realmente efetivas, mas que estão exaltados em redes sociais, demonstrando nítido interesse em se livrar do atual chefe do executivo, são aqueles que estão ligeiramente interessados na prolongação da crise sanitária, uma vez que com mais mortes e/ou maior tempo de duração da situação crítica, terão maiores chances de se (re) elegerem nas próximas campanhas eleitorais. A observação de que os administradores (Presidente, senadores, deputados, etc.) de um país não têm o mínimo interesse em preservá-lo é feita por Hans-Hermann Hoppe em seu livro “Democracia, O Deus que Falhou”, ao concluir que: “Em particular, um zelador não tem interesse em não estragar o seu país.”