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Desarmamento contra a segurança e a liberdade

A questão do armamento é um assunto que vai além de poder ou não carregar uma arma para se defender, é sobre liberdade, dignidade e cooperativismo social. Ninguém, nem nada nesse mundo, quer mais sua segurança e liberdade do que você mesmo ou as pessoas próximas que te amam, e você deve ter o direito natural, e a obrigação, de se defender, à sua propriedade e a sua comunidade. Ser privado desse direito abala a dignidade do indivíduo, e torna a proteção à vida incoerente e ilusória.

Armas e liberdade

O direito de se legítima defesa é uma liberdade fundamental.

É uma afronta a dignidade do ser, ser proibido de defender sua liberdade contra inimigos “armados até os dentes”, por isso a questão do armamento é acima de tudo uma questão sobre liberdade que o indivíduo deve exercer e proteger, junto de sua vida e sua propriedade. Tudo que pode ferir essa liberdade, seja legítimo ou não, está em posse de armas, comumente pesadas. O estado investe pesado em armamento dos militares e policiais, que não são eficientes em proteger o cidadão de criminosos e que vêm até sua porta te prender ou te matar quando você descumpre suas leis. Mais pesado ainda, pelo menos em grande parte das vezes, está o calibre das armas nas mãos dos criminosos que te assaltam à mão armada, invadem sua casa ou simplesmente te matam por qualquer motivo. É muito comum ver fuzis e pistolas nas mãos de traficantes, membros de facções e qualquer bandido menor.

Quando entregamos a outro a tarefa de nos defender, nos colocamos em uma situação frágil de comodismo, dependência e exploração. Delegar a alguém ou a uma entidade a função defender nossa vida e nossa propriedade, faz com que muitas vezes não tenhamos essa preocupação, e para alguns indivíduos, cria-se a ideia de que segurança não é mesmo um assunto com o qual o povo deve-se preocupar, esse comodismo deixa nossa guarda baixa para qualquer tipo de ataque criminoso, que muitas vezes não são evitados pelos serviços de segurança estatais. É clichê, e um fato conhecido até pelos pacifistas, que o desarmamento retira as armas apenas das mãos das pessoas que seguem a lei, e que utilizam armas apenas para sua defesa. Os criminosos conseguem armas com muita facilidade, e muitas vezes, o armamento nas mãos dos bandidos são superiores em qualidade e potência do que o armamento das policias e militares.

Um estado desarmamentista, que proíbe o cidadão de possuir e portar uma arma, não possu­i um povo que tenha condições de lutar pela sua liberdade, o que abre muitas brechas para o uso da tirania e da exploração popular, uma vez que os civis não têm poder para se levantar contra ele e podemos imaginar o quão perigoso é um estado possuir poder suficiente para exercer superioridade bélica sobre seu próprio povo. Alguns exemplos de países que adotaram o desarmamento são a Coréia do Norte, a antiga União Soviética e Alemanha nazista, Cuba e Venezuela.

Armas e a sociedade

Robert Heilein dizia “uma sociedade armada é uma sociedade educada”. Se em uma sociedade, todas as pessoas estão armas e podem exercer os meios necessários para se proteger e à sua propriedade, ao invés de haver brigas por motivos menores, mais motivos se tornam menores e mais a situação vai levar as pessoas a se respeitarem. Uma vez que você só faz uma pessoa agir de certa forma se: ou você a convence com argumentos, ou troca a ação(pagar um serviço por exemplo) ou a força, e aumentar a capacidade de proteção individual e equipar as capacidades de luta e defesa entre os diferentes tipos de individuo (idade, tamanho, força física, etc.), faz com que as pessoas valorizem mais a argumentação e respeitem mais as decisões alheias, já que é mais difícil forçar um indivíduo à qualquer coisa.

Se as pessoas se armares, elas vão buscar cooperação social, uma vez que o indivíduo armado é insignificante perto do coletivo armado, e uma sociedade em cooperativismo é mais coerente, as pessoas buscam se juntar com pessoas de mesmo valores morais, as questões culturais são mantidas mais fortemente e se mantém mais integros os valores tradicionais e familiares em uma comunidade.

O desarmamento no Brasil

De acordo com Mateus Bandeira, governador do Rio Grande do Sul pelo partido NOVO, em 2003 houve voto popular para decidir se proíbem as vendas e posse de armas para o cidadão, ou não, e 63,94% da população votou pelo direito de autodefesa. Essa decisão foi desrespeitada pelos governantes do país e o desarmamento foi implantado, garantindo que seja quase impossível para um cidadão poder se defender, enquanto um bandido pode facilmente adquirir armas de alta qualidade e calibre. O numero de homicídios no país cresceu 20% desde então, e em 2018 o número de assassinatos por ano chegou a aproximadamente 60.000.

Para um civil comprar sua arma no Brasil, os seguintes requisitos devem ser cumpridos:

  • Ter mais de 25 anos de idade;
  • Apresentar comprovante de residência;
  • Possuir emprego lícito ( o que já deixa de fora os aproximadamente 12 % de desempregados do país e os 50% dos trabalhadores, que trabalham informalmente ganhando menos de um salário mínimo);
  • Não possuir antecedente criminal;
  • Apresentar aptidão técnica e psicológica para o manuseio de arma de fogo atestado por um profissional credenciado pela polícia federal;
  • Declarar efetiva necessidade de se ter uma arma;

Com isso e pagando mais algumas taxas, você pode no fim comprar armas de péssima qualidade por preços exorbitantes.

Conclusão

Podemos concluir que desarmamento não tem nada a ver com proteção do cidadão, é uma prática que dá ao estado poder de exercer injustiça e tirania em cima de uma população desprotegida. Outro ponto que concluímos do desarmamento é o como a confiança em uma entidade para a proteção individual fere a dignidade do indivíduo e cria um comodismo prejudicial que favorece os bandidos, uma vez que a guarda da população está mais baixa. Relacionado indignação e comodismo ligados a proibição do direito de se armar, está o fato de que com o desarmamento, as capacidades de defesa de cada pessoa é muito diferente, por exemplo, além do indivíduo desprotegido contra bandidos armados, uma idosa provavelmente jamais teria chance de se defender de um adulto, uma pessoa sozinha nada conseguiria fazer contra um grupo de agressores, uma mulher sozinha estaria indefesa contra um ou mais agressor com más intenções, entre tantos outros exemplos.


Saiba mais

Presidente Jair Bolsonaro defende veementemente o armamento civil.

A propriedade privada deve ser a regra para resolução de disputas.